Este é o caminho

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Para uma vida saúdavel

Conselhos

 “REGRAS BÁSICAS” PARA O SUCESSO NO ATLETISMO
 Para se conseguir o êxito em qualquer modalidade desportiva, temos que ter em conta, primeiro, as seguintes ”regras básicas”:
• Talento
• Motivação
• Treinador especialista
• Boas condições de trabalho
• Equilíbrio emocional entre o treinador e o atleta
Analisemos cada alínea.
.......Talento: a preocupação dos nossos dirigentes tem avançado, sempre, no sentido do aumento do número de praticantes, como se de 200 burricos pudéssemos chegar a um “puro-sangue”! O caminho para o Alto Rendimento não passa por aqui, porque através da quantidade podemos não chegar à qualidade!
.......Chega-se à qualidade, sim, através da detecção de talentos. O “Projecto Mega-Sprinter”, da responsabilidade da Federação Portuguesa de Atletismo, apadrinhado desde a primeira hora pelo Prof. José Santos, é uma fonte inesgotável de novos valores que todos os anos chegam à modalidade. Só que a Federação ainda não conseguiu dar resposta cabal a esta avalanche de miúdos com grande potencial para a prática do Atletismo. Basta o jovem ter nascido numa terra recôndita, para este problema se colocar...
.......Motivação: normalmente tanto o treinador como o atleta estão motivadíssimos para trabalhar mesmo nas condições mais adversas. Quantas vezes é o próprio treinador que suporta as despesas do atleta, quando os pais não têm posses para o fazer, uma vez que as fontes de receita nos clubes de Atletismo escasseiam.
.......Qualquer atleta, depois de se fixar à modalidade, está fortemente motivado para o treino e para a competição.
.......Treinador Especialista: a maior parte dos treinadores de atletismo portugueses treinam todos os atletas do seu clube, independentemente das especialidades a que se dedicam. Mesmo com conhecimentos profundos, esses mestres do ensino da Arte de treinar jamais poderão levar os atletas mais talentosos à cúspide do atletismo mundial. por não terem tempo para lhes dedicar como deviam. E não podemos esquecer que as Federações têm por missão particular levar o maior número de atletas às grandes competições e não, como se tem visto, promover a actividade física dos jovens. Esse papel é da competência das escolas, que devem preparar os miúdos através de um leque bastante alargado de actividades físicas, o que, infelizmente, nem sempre acontece.
.......A partir de certa altura, se o treinador quiser tirar partido do seu trabalho, tem que optar, apenas, por uma disciplina. Mais tarde só poderá dedicar-se, quando muito, a dois atletas. Neste caso, este treinador, para que o clube não sucumba, deverá rodear-se de um determinado número de auxiliares para dar continuidade ao trabalho já encetado. Mas quantas vezes esta opção é impossível de concretizar!
.......Boas Condições de Trabalho: as condições de trabalho da maioria dos nossos melhores atletas é razoável. Assim acontece pelo empenhamento da FPA na construção de pistas por todo o país, do apoio das Câmaras e mesmo de outras Instituições. O certo é que, mais cedo ou mais tarde, os locais habituais de treino acabam por ter as condições minimamente indispensáveis para o trabalho com rendimento. 

.......Equilíbrio Emocional Entre o Treinador e o Atleta: neste aspecto as coisas costumam correr bem. Há casos raros, em que o relacionamento entre o treinador e o atleta não será o melhor. Muitos anos de  trabalho em conjunto levam a um certo desgaste no relacionamento. É preciso que todos os intervenientes do treino saibam preservar o bom relacionamento entre si. Se assim não for, o melhor é romper com a equipa de trabalho, porque a partir de certa altura as coisas podem tornar-se muito complicadas.
Análise ao Trabalho Apresentado
.......Pelo que se verifica, um dos pontos mais vulneráveis do Atletismo português tem a ver com a formação do treinador e a disponibilidade de tempo deste para poder apoiar da forma mais conveniente os seus atletas mais qualificados.
.......A Federação Portuguesa de Atletismo deveria promover a formação ao mais alto nível mundial dos treinadores portugueses que treinam atletas talentosos. Os Cursos de Formação, obrigatórios, são insuficientes para as exigências do trabalho que se pretende realizar.
.......Uma das melhores maneiras de se aprofundar o conhecimento dos nossos treinadores, sem grandes custos, é através da criação de Protocolos de Cooperação com os países mais evoluídos em determinada disciplina. Estes contactos, quanto a mim, deveriam ser feitos pelo Comité Olímpico de Portugal.
.......E não será difícil consegui-lo. Nada mais é preciso do que oficializar as nossas relações de amizade com os treinadores alemães e cubanos que, na área dos lançamentos, a partir de Abril passam largas temporadas no nosso país. Nos casos em que houvesse possibilidade e interesse, uma ou duas vezes por ano os nossos treinadores deveriam deslocar-se a certos países, para observar, in loco, a forma de trabalhar dos atletas de elite.
.......No regresso cada treinador deveria apresentar ao Treinador Nacional de Sector um relatório detalhado sobre o que de novo por lá encontrou. O Treinador de Sector ficaria incumbido de fazer circular o material recebido, o que aliás desde há cerca de uma década começou a ser prática corrente no nosso país no Sector de Lançamentos.
.......Antes de terminar, não posso deixar passar em claro outro dos grandes problemas que aflige o Atletismo português: os meios de recuperação postos à nossa disposição para o tratamento de lesões dos atletas que vivem longe dos grandes centros populacionais como são Lisboa e Porto! As Clínicas que trabalham com o Seguro Desportivo e dão apoio aos atletas de Alta Competição, ou que estão no seu Percurso, não respondem com a eficiência desejada às nossas necessidades mais urgentes.
.......As longas filas de espera a que, por vezes, estão sujeitos os nossos atletas, dificulta-lhes muito a sua progressão na carreira. Dado o tempo de espera, têm de optar por fazer uma de duas coisas: tratar da lesão ou treinar com as limitações que a lesão lhes imponha! Esta situação não trás vantagens para ninguém...
.......Com as coisas a continuarem como estão, as lesões arrastam-se por tempo indeterminado, quando, em condições normais, demorariam muito menos tempo a ser tratadas.
.......Por já termos estado com muito maiores dificuldades neste aspecto, acredito que com o passar dos anos a rede de Centros de Medicina, semelhantes aos de Lisboa e do Porto, será alargada pelo país, o que trará enormes vantagens ao Atletismo português...

 Júlio Cirino (Treinador  de Atletismo)
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Você sabe o que é pubalgia?
Você sente uma dorzinha na região da bacia ou até mesmo nas coxas por causa da corrida? Isso pode ser sinal de pubalgia. Saiba o que é a lesão e como tratar.
A pubalgia consiste em dor inguinal crónica e dor púbica unilateral ou bilateral. A incidência desta lesão é mais frequente em homens, devido às atividades físicas intensas, principalmente ao futebol, ténis e corrida.

Os sintomas da pubalgia são:
·  Dor na região púbica, principalmente ao levantar, sentar e ao tossir
·  Aumento da dor com apoio unipodal e exercícios de alta intensidade (corrida)
·  Sensação de ardor na região da virilha
·  Crepitação na sínfise púbica
·  Espasmos de adutor
·  Diminuição da amplitude de movimento do quadril
·  Possível dor lombar
·  Marcha Anserina (marcha com rotação lateral dos membros inferiores)
·  No futebol, dor no primeiro passe ou chute

O diagnóstico diferencial deve ser feito para descartar doenças como: prostatite, infecção urinária, fratura por stress, dor irradiada da coluna e principalmente hérnia inguinal, a qual é confundida em 50% das vezes. Os exames de imagem podem estar normais. No raio-x pode haver deslocamento púbico para cima, e nos demais exames sinais de inflamação local.
Os sintomas da pubalgia são na maioria das vezes causados pelo desequilíbrio muscular entre os músculos abdominais e adutores. A ação dos abdominais leva a uma elevação pélvica e os adutores acabam por tracionar, afastando a sínfise púbica, levando então a um stress ligamentar e inflamação local.
Outro grupo muscular que interfere neste desequilíbrio biomecânico são os posteriores da coxa (isquiotibiais). Quando estes estão encurtados ocorre uma tração lombar, potencializando o desequilíbrio de abdominais de adutores, principalmente no movimento de chute do futebol.
Tratamento - O tratamento inicial é sempre conservador. Repouso completo, administração de anti-inflamatório e aplicação de compressa de gelo por quinze minutos no local, para aliviar a dor. Pode-se alongar levemente os músculos abdominais, adutores e isquiotibiais (nos casos de término da dor, alongar normalmente).

A fisioterapia tem papel fundamental no reequilíbrio muscular e no retorno as atividades desportivas. O tratamento cirúrgico só é utilizado caso o tratamento conservador falhe.